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7
2012

Zumbis estão sugando a vida do seu data center?

Mesmo que a sua organização esteja seguindo a trilha da virtualização ou caminhando para a nuvem, é provável que ainda esteja cuidando, pelo menos, parte da infraestrutura. Isso significa que há uma boa chance de sua companhia estar operando servidores e outros equipamentos que geram alto consumo de recursos. O que isso significa? Que seu data center está repleto de zumbis.

“Essa é uma situação é cara para uma série de data centers”, diz Paul Goodison, CEO da Cormant, empresa de gestão de infraestrutura. “A manutenção de um servidor pode custar algo em torno de 2 mil dólares por ano, sendo que entre 10% e 30% deles estão mortos. Em uma empresa que conta com 4 mil servidores, se 400 deles estiverem ociosos, o gasto anual com esses equipamentos chega a 800 mil dólares”, exemplifica, completando que trata-se de uma grande quantidade de dinheiro que as companhias não podem se dar ao luxo de desperdiçar.

Goodison diz que recentemente visitou um cliente da Cormant, que pensava contar com cerca de 900 máquinas zumbis. Quando a Cormant executou um inventário, encontrou 1,3 mil equipamentos nessas condições, alguns dos quais não tinham conexões LAN, mas ainda estavam ligados à energia.

Por que os servidores tornam-se zumbis?
O executivo aponta que equipamentos zumbis surgem por duas razões. A primeira acontece depois que um servidor é usado pela empresa por um período de tempo e acaba se tornando um item esquecido em algum lugar do data center. Ao longo do tempo, a necessidade para o uso do servidor desaparece, mas não há nenhuma processo de desativação da máquina.

“A deterioração acontece porque a organização não tem certeza do que fazer com o servidor”, afirma. “A companhia diz: ‘Vamos deixar essa máquina parada por enquanto e depois a usamos’. E, então, ela nunca volta a utilizá-la, explica.

Esse quadro é comum quando não há um processo de gerenciamento de TI, observa Goodison. Servidores tendem a ser encomendados de uma forma e, com o tempo, a organização sabe que há uma máquina  fisicamente lá, mas não sabe o que ela faz ou se deve utilizá-lo naquele momento.

Data center sob controle
Para manter às rédeas sob o data center, Goodison afirma que é preciso começar com uma boa documentação. E isso não significa apenas a criação de uma planilha, adverte. A tarefa começa com um registro preciso dos equipamentos físicos, juntamente com as informações do proprietário e de conexões de rede e dados. Switches podem ser zumbis também, então é necessário incluí-los nos registros.

A organização precisa ainda de um Data Center Infrastructure Management (DCIM), ferramenta que possibilita monitoramento em tempo real e gerencia toda a infraestrutura e instalações. O executivo alerta que os registros devem ser atualizados regularmente, incluindo informações sobre o novo proprietário quando um equipamento é adicionado ao ambiente.

“A TI não deve inserir um novo servidor em um estado ativo a menos que possa identificar quem é o dono”, recomenda Goodison. “Parte do processo de mudança é fazer as pessoas documentarem o que elas fazem de forma mais estruturada. É vital olhar para a implementação de forma holística. Não se trata apenas da adição de um servidor, é preciso ir além”, assinala.

Uma vez que a documentação e as ferramentas estejam em ordem, é necessário começar a consultar e analisar, regularmente, informações como: consumo de energia, utilização de CPU, tráfego de rede e assim por diante. Essas métricas podem ajudar a identificar um zumbi com mais eficácia.

“A área de tecnologia da informação precisa olhar o quadro físico completo e complementar com dados de consulta”, acrescenta. No final, a área terá visibilidade completa do data center e como o equipamento está realizando as tarefas diárias. “Uma boa gestão paga dividendos em termos de retorno sobre o investimento (ROI)”, finaliza Goodison.

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Fonte: Originalmente publicado por CIO em 07 de maio de 2012 – 07h30