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19
2012

TI tende a ser “ativo líquido”, diz vice-presidente da IDC

Diante dos desafios tecnológicos, as organizações precisam mudar sua abordagem para TI, que tende a se transformar em “ativo líquido”, segundo Richard Villars, vice-presidente da IDC, durante a IDC Directions 2012. Especialmente por conta da adoção de arquiteturas de cloud computing, uma das duas tendências mais marcantes para as plataformas de TI das organizações. A outra será o fenômeno do Big Data, e estão interligadas.

Na opinião Richard Villars, os departamentos de TI precisam de evoluir para a disponibilização de uma plataforma de computação altamente  elástica, centrada sobretudo nas necessidades dos programadores, com “processos de TI nos quais o ciclo de vida das aplicações sejam o elemento chave”.

Um dos principais objetivos será reduzir as barreiras à inovação. Para Villars o fenômeno Big Data também se caracteriza pela cada vez maior facilidade com que movemos e disponibilizamos dados em plataformas de cloud computing.

Por  isso no processo de extração de valor  do volume de dados cada vez maior, uma das funções dos CIO é perceber como usar esses dados – como por exemplo dados públicos – para criar inovação. Essa tarefa envolve descobrir e avaliar as fontes, com quais os dados da própria empresa poderão ser correlacionados, para se detectarem tendências ou disponibilizar um serviço de dados importante para o negócio.

Villars chega a sugerir que será mais importante, para os CIO, “saberem como usar os dados” para criar valor, face à necessidade de possuí-los. Nessa linha o responsável considera a abordagem ao fenômeno de Big Data deverá resultar na utilização da informação para produzir “mudanças materiais” no negócio das empresas.

O executivo alerta entretanto que a evolução em torno do conceito deverá resultar em mudanças sobre quem “possui” o cliente, e acerca da posse dos seus dados. Por isso prevê a emergência de  cada vez mais ligações entre indústrias.

No aproveitamento do Big Data têm sido importantes quatro elementos, que podem constituir desafios:
- a velocidade de computação (em operações de detecção de fraude, por exemplo) ;
- a variedade de dados, que pode dificultar a identificação rápida  de padrões;
- o valor, a vantagem competitiva depende do tempo gasto a extraí-lo.

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Fonte: Originalmente publicado por Computerworld/PT em 18 de outubro de 2012 às 16h26