jan
11
2012

TI lidera ranking de fusões e aquisições no Brasil

O setor de Tecnologia da Informação continua liderando o ranking de fusões e aquisições no Brasil. Segundo estudo realizado pela KPMG no País, foram realizadas em 2011 um total de 90 operações no segmento no País, com aumento de 5,9% sobre as 85 reportadas no ano anterior.

Desde 2008, que essa área é a que mais registra associações no Brasil e mercado mundial. Um dos motivos é a consolidação da indústria de hardware, software e prestadores de serviços. Outro fator é o surgimento de novas tecnologias que obriga a celebração de casamentos para reforço da oferta para atendimento aos clientes. Um exemplo disso, é a popularização de cloud computing, do crecimento da mobilidade e o avanço das redes sociais, que estão gerando muitas movimentações no setor.

Em segundo lugar do ranking de fusões e aquisições ficou o segmento de telecomunicações e mídia, com 59 operações, um salto de 110,7% ante os 28 negócios registrados em 2010. Um dos fatores para o aumento nessa área foi o volume de transações envolvendo empresas pontocom.

O estudo contabiliza transações envolvendo aporte de capital estrangeiro em empresas locais, associações entre companhias estabelecidas no País e aquisições de empresas estrangeiras por grupos nacionais.

Fusões em geral

Ao todo, o estudo da KPMG revela que foram realizadas 817 operações de fusões e aquisições em todos os segmentos da economia no Brasil, envolvendo direta ou indiretamente empresas brasileiras no ano de 2011. Esse número representa 91 operações a mais que as 726 efetuadas em 2010.

Os negócios entre empresas brasileiras também estabeleceram um recorde em 2011, somando todos os segmentos analisados superou a marca anterior de 379 negócios observada em 2008. As operações entre empresas nacionais corresponderam a 50% do total dos negócios do ano, aponta o relatório.

As transações entre empresas estrangeiras e de capital brasileiro estabelecida no Brasil apresentaram uma evolução de 19%, com 208 negócios em 2011, frente aos 175 de 2010. Segundo o estudo, o Brasil esteve na agenda dos investidores estrangeiros em 2011 que, apesar das turbulências verificadas nos Estados Unidos e na Europa, identificaram  oportunidades para expandir suas operações por aqui.

Em contrapartida, as transações de internacionalização de empresas brasileiras tiveram recuo de 14%, passando de 65 negócios em 2010 para 56 em 2011. Também foi observada uma queda de 17% nas operações entre empresas de capital brasileiro que adquirem companhias estrangeiras estabelecidas no País, com 29 contratos contra 35 de 2010.

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Fonte: Originalmente publicado por ComputerWorld em 11 de janeiro de 2012 – 09h00