nov
29
2010

Será a nuvem puro modismo? Com a palavra, os CIOs

O anúncio dado pela Intel, no início do mês, de que pretende apoiar a iniciativa dos usuários de promoção de  padrões para a computação em nuvem desencadeou um debate sobre o desenvolvimento do outsourcing para infraestrutura e sua evolução.

O debate sugere haver ainda muita confusão em torno dos limites do modelo de cloud computing. Na perspectiva de CIOs, alvos de uma mercado lotado de fornecedores ávidos por convencê-los, o ceticismo é grande. Principalmente, em função de ofertas que parecem pouco inovadoras, mas cercadas de um vocabulário moderno. Muitas vezes essas soluções são de servidores internos, re-batizados de servidores de computação em nuvem locais.

A favor

Os esforços da Intel têm, até o momento, sido ovacionadas por líderes de TI que podem finalmente responder às perguntas de seus superiores.

Um deles, que prefere não se identificar, diz  que existe ambigüidade demais. “Sob o nome de nuvem, os provedores estão reembalando serviços conhecidos com nova roupagem; tentam aproveitar a tendência dos departamentos de TI em adotar cedo tecnologias com potencial não esclarecido e com poucos padrões. Sabe-se que há vantagens no modelo, mas que se não houver cuidado, acabará igual aos padrões abertos da plataforma Unix. Isso não é uma coisa boa”, afirma o executivo.

Contra

Também houve quem não poupasse comentários ásperos contra a formação de um pool industrial querendo definir padrões para a nuvem. O chefe da TI na empresa de marketing Image, Matt Ballantine, diz que segurança é um ponto muito mais importante.

“Existem dois pontos vitais nesse segmento. Estratégias para abandonar a plataforma, por exemplo, é uma delas. Outro é um tronco de padrões padronizado e amplamente adotado e baseado em protocolos web”, afirma.

Avaliando antes de falar

O que realmente falta é uma definição dos CIOs acerca do que querem de fato. Quando exportam o processamento de serviços, devem saber o que esperar  dessa medida.  Na posição de consumidor, enxergo a oferta de SaaS como oportunidade para adquirir serviços em infraestruturas compartilhadas em escalas economicamente inviáveis no meu atual orçamento para adquirir plataformas proprietárias. Me permite participar de um nível de concorrência bastante atraente no mercado.

Para Denise Plumpton, diretora da Centro, companhia de West Midland, no Reino Unido,  há muito pouca diferença entre computação em nuvem e os atuais padrões de outsourcing. Mas ela acha interessantes as divisões de nível de gestão para as soluções e as opções de gestão escalonáveis.

Segundo Plumpton, um serviço de computação em nuvem é essencialmente um serviço de infraestrutura, uma coisa ambígua. “Pergunte para 50 diferentes CIOs o que é a nuvem e terá 50 respostas diferentes”, argumenta a executiva.

“O que precisamos é de serviços flexíveis, robustos e que agreguem valor ao nosso negócio. Não há qualquer problema em sua ligação com modelos de serviços atuais. Ajuda, aliás, a definir e a entender melhor as ofertas feitas por fornecedores”, diz ela.

Fonte: Originalmente publicado por JULIAN GOLDSMITH – CIO/EUA em 29-11-2010

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