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2011
Quatro abordagens para calcular custos de Cloud e Virtualização
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Até recentemente, quase nenhum fornecedor da indústria de TI ou analista questionou a ideia de que quase todo tipo de virtualização entrega cortes de custos de forma rápida e significante comparada à computação concentrada no mundo físico.
A virtualização de servidores, em particular, cria um retorno tão rápido em seu início que geralmente somente o retorno sobre investimento (ROI) está no processo de aprovação, de acordo com o analista da IDC, Ian Song. “As pessoas têm uma impressão muito boa da virtualização de servidores por conta disso. “A virtualização de desktops, a nuvem, aplicativos em streaming e outros modelos tendem a sofrer com a comparação”, completa.
E esse ponto no qual a implantação de virutalização é interrompida é provocada por custos maiores que os esperados e retornos menores, diz o analista da Forrester, James Staten.
Algumas surpresas de custo vêm de expectativas não realistas, outras da falha em adaptar o departamento de TI ou os budgets para tirar a maior vantagem da nova tecnologia, diz Staten.
Outras surpresas vêm da tendência de alguns gerentes de TI omitirem reportar custos específicos da virtualização ou de projetos cloud para seus chefes, de acordo com um estudo financiado pelo fornecedor de automação de sistemas Apptio.
O estudo constatou que 64% dos gerentes de TI acreditam que o monitoramento e análise detalhada dos custos de virtualização serão importantes neste ano e 20% pensam que os elementos serão críticos.
No entanto, 48% dizem que dão mostram o custo-benefício da nuvem e dos projetos de virtualização com seu custo verdadeiro. Outros 25% dizem que monitoram o custo, mas não conseguem números precisos para usar na formulação de orçamentos ou auditorias. Dos pesquisados, 20% sequer separam o custo da nuvem e da virtualização e 10% não monitoram nenhum tipo de custo. No entanto, 80% acreditam que dados mais detalhados serão mais importantes neste ano.
O grande problema é que parece que a maioria dos gerentes de TI sequer sabe como fazer medidas ou apresentar resultados de projetos de virtualização, diz Staten. Embora muitos estejam dispostos a fazer análises financeiras mais sólidas, ainda não se chegou a um consenso sobre como separar serviços de computação de hardware, armazenamento e redes.
Há quatro abordagens básicas, recomendadas pela indústria e por analistas. São elas:
1 – Custo baseado em atividade: trata-se essencilmente de custo baseado em consumo, no qual o custo total de TI é dividido de acordo com o volume de transações, número de servidores, número de usuários e outros padrões de medida do volume do trabalho da TI consumido por uma unidade de negócios em particular.
Esse método funciona se a análise e o monitoramento são claros mesmo em um ambiente virtualizado e se há uma forma de contabilizar capacidade ociosa. Que unidade de negócios paga por máquinas virtuais dedicadas a aplicações que ninguém está usando? Abordagem de custo por minuto pura é atrativo vindo de um provedor de serviços externos, mas só é possível porque outros clientes pagam pela capacidade quando você não a está utilizando.
2 – Níveis de preços: filiais da empresa que não precisam de um grande volume de storage, banda larga ou suportes adicionais podem pagar uma taxa básica mais baixa que as unidades de negócios que demandam mais serviços. Aqueles que lidam com o próprio suporte, que conseguem provisionar e gerenciar seus próprios servidores e gerenciar outras tarefas que, se não gerenciassem, cairia no colo da TI, merecem descontos e tratamento diferenciado.
3 – Custos de serviço contra custos de infraestrutura: uma forma de contabilizar capacidade ociosa é separar custos-base como largura de banda WAN ou espaços no data center de aplicações, acesso à rede ou outros serviços que a unidade de negócios utiliza. O custo base para a unidade de negócios permaneceria relativamente estável, enquanto os custos dos serviços variariam de acordo com o consumo.
A densidade do servidor virtual – o custo de toda a infraestrutura requerida para operar a infraestrutura virtual, como licenças, servidores, armazenamento, largura de banda, salários dos profissionais, espaço físico, custo de energia etc – pode ser totalizada e dividida de acordo com o número de servidores virtuais que uma unidade de negócios requer.
Ou, então, os custos podem ser divididos de acordo com os requisitos de cada aplicação: os mesmos elementos entrariam na conta como cálculos da densidade do servidor virtual, mas os custos são divididos de acordo com os requisitos requeridos para cada aplicação. Custos para uma unidade de negócios são determinados também dependendo se a unidade é a única a usar o software ou se deve dividir esse custo com outras unidades de negócios.
4 – Medidas: atribuir medidas diretas ou indiretas é uma forma de dividir custos de acordo com um cálculo externo das demandas de uma unidade de negócios. Isso pode envolver calcular o custo do departamento de acordo com um percentual do orçamento operacional total da companhia, por exemplo.
Qual método é o correto para cada um?
Depende da cultura da empresa e das estruturas contábeis, diz Staten. Mas ter os custos bem determinados é mais do que um jogo de contabilidade. “Antes que as unidades de negócios saibam que recursos usam e consigam se basear nisso para mudar as próprias necessidades de uso, elas não verão o benefício direto da capacidade flexível tanto da virtualização quanto da nuvem”, finaliza o analista da IDC, Gary Chen.
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Fonte: Originalmente publicado por CIO-EUA em 20 de maio de 2011 – 14h53

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