jan
12
2012

PaaS possibilita pronta entrega de aplicativos

Flexibilidade, escalabilidade, fácil acesso a recursos e time to do market acelerado são as bandeiras da plataforma como serviço (PaaS). O PaaS permite escolha rápida de recursos para desenvolver aplicações. Basta colocar na bandeja capacidade de processamento e de banda, servidores, entre outros, e ao final do trabalho devolvê-las para a nuvem.

Ainda que tenha uma série de atrativos que saltem aos olhos especialmente dos fornecedores independentes de software (ISVs), o segmento ainda é pequeno e necessita amadurecer. A opinião é de John R. Rymer, vice-presidente e principal analisa da Forrester Research. “PaaS é tão pouco usado, que duvido que a indústria entenda que tipos de produtos, recursos e modelos são demandados”, avalia.

A Forrester acredita que os fornecedores vão intensificar as ofertas a partir de 2012. Concorda com ele Pedro Bicudo, sócio-diretor da consultoria TGT Consult. “A adesão é pequena porque as plataformas são mais abrangentes e complexas e a venda também”, afirma.

Bicudo tem percebido esforços da Microsoft e da Google para simplificar o modelo. Eduardo Campos, gerente-geral de Office da Microsoft, diz que a modalidade é forte aposta da companhia nos próximos meses e está no topo da lista de prioridades estratégicas em 2012.

Campos acredita que a nuvem impulsionou a demanda por aplicações diferenciadas para disponibilizar na cloud. Por essa razão, a Microsoft vai apostar na modalidade PaaS, e irá proporcionar oportunidades para os desenvolvedores.

Cyro Diehl, presidente da Oracle do Brasil, diz que a Oracle entrou definitivamente na era da nuvem e PaaS não pode ficar de fora. “Abrimos uma porta com cloud para o mercado de PMEs, que é muito forte no País e precisa de soluções sofisticadas”, aponta.

Na Ci&T, empresa de projetos de software corporativo, o tema ganhou atenção neste ano. “Criamos uma área voltada para a prática e imaginávamos cinco pessoas do time focadas. Hoje, temos 45, sendo 40 delas direcionadas para o mundo PaaS”, contabiliza Daniel Viveiros, gerente-executivo da Ci&T.

Embora nuvem represente apenas 2% do faturamento da empresa [que em 2010 somou 130 milhões de reais], Viveiros diz que a expectativa é grande já que cloud é um caminho inevitável.

Com as ofertas ganhando corpo, o mercado sentirá impacto. “SaaS está mais desenvolvido e PaaS não, por isso, acreditamos que a batalha entre os fornecedores vai se intensificar”, diz Fabrizio Biscotti, diretor de Pesquisas do Gartner em recente análise do instituto sobre o tema. Reforça esse quadro o fato de que PaaS está mais abrangente e envolve outros recursos middleware como integração, gestão de processos e portal.

No estudo das 350 Maiores Empresas de TI e Telecom, realizado pela Deloitte em parceira com a COMPUTERWORLD, 30% apontam que a oferta de PaaS deverá crescer em seus portfólios nos próximos anos. Hoje, a representatividade do modelo nos negócios dessas companhias é de 17%.

O Gartner prevê que a receita mundial de PaaS em 2011 será 707,4 milhões de dólares – em 2010, o valor foi de 512, 4 milhões de dólares. Em 2015, movimentará 1,8 bilhão de dólares. Para a IDC, no Brasil, esse mercado somará 38,7 milhões de dólares em 2014. Este ano deverá fechar em 10,92 milhões.

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Fonte: Originalmente publicado por COMPUTERWORLD em 12 de janeiro de 2012 – 07h30