set
22
2011

Infraestrutura de TI no Brasil ainda não atingiu nível ideal

Embora tenham feito avanços importantes nos últimos anos, as infraestruturas de TI das grandes empresas brasileiras ainda não atingiram o nível de maturidade desejável. A conclusão é do estudo “Brazil Infrastructure Maturity X-Ray”, realizado pela Accenture, em parceria com a IDC, divulgado hoje (21/9), durante o evento “IDC LA Infrastructure & Virtualization”.

Em uma escala de 1 a 5, a média das empresas brasileiras foi de 2,7, revelando evolução em relação aos anos anteriores – no ano passado, a nota média foi 2,5 e em 2009 de 2,4. Mas ainda há potencial de melhoria para as empresas. Segundo o estudo, para alcançar a excelência esperado, as empresas passam por cinco níveis distintos: informal, repetível, definido, controlado e otimizável. Ao atingir o nível 3,0, ou “definido”, as empresas alcançam a maturidade mínima esperada.

Foram entrevistadas cerca de cem companhias de grande porte, segmentos financeiro, produtos de consumo, telecomunicações, indústria de base, saúde e setor público em agosto e setembro de 2011 e o estudo elegeu oito temas para fazer a avaliação da infraestrutura de TI das empresas: Green IT & Data Center, Segurança, Redes, Mobilidade, Investimentos em TI, Delivery, Suporte aos serviços e Governança.

Entre as áreas que mais avançaram está TI verde, cuja nota subiu de 2,5 para 2,7 e mobilidade, que elevou a nota de 2,7 para 3,0. Outros destaques foram áreas como Investimentos em TI, que também alcançou o nível 3,0. Houve aumento dos investimentos em processos de inovação e melhorias em TI. Os setores de mobilidade e investimentos em TI foram os únicos que chegaram à meta desejada, o nível 3.

“Nossa pesquisa apurou uma elevação no nível médio dos gastos discricionários – melhorias nos processos e iniciativas estratégicas -, que passou de 35% em 2009 para 40% em 2010 e chegou a 46% neste ano.”, disse o executivo sênior de Consultoria em Tecnologia da Accenture, Jesus Lopez Aros. Quem apresentou um recuo na pontuação foram as áreas “Delivery” e “Segurança”, ambos fechando com uma média de 2,5 em 2011.

Computação em nuvem

Outro destaque foi a relação das empresas em computação em nuvem. Houve evolução no número de empresas que adotaram o modelo, de 27% no ano passado para 37% neste ano, sendo que 28% adotou o uso de nuvens privadas, 6% nuvem pública e 3% ficaram o modelo híbrido. Já o percentual de empresas que está avaliando ou já possui planos definidos para utilizar nuvem caiu de 73% para 63%.

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Fonte: Originalmente publicado por ComputerWorld em 21 de setembro de 2011

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