jun
28
2012

Indústria de serviços de TI do Brasil é a que tem menos encargos na AL

A desoneração da folha de pagamento aumentou a competitividade da indústria brasileira que presta serviços de TI. Estudo comparativo sobre o ambiente de negócios de Tecnologia da Informação realizado em seis países da América Latina revelou que o Brasil é o que paga menos encargos trabalhistas da região. Porém, esse benefício ainda não refletiu nas exportações.

O levantamento analisou os mercados de TI da Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica e México. A pesquisa foi conduzida pela Prospectiva, contratada pela Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), com apoio da Apex-Brasil.

O setor foi contemplado ano passado com a desoneração da folha de pagamentos, que substituiu a cobrança de 20% dos impostos incidentes sobre a folha de pagamentos por uma taxa de 2% do faturamento das empresas.

Apesar dessas vantagens e ter um mercado doméstico de software e serviços de TI de aproximadamente 21 bilhões de dólares, é o México que está na frente das exportações. Essa indústria movimentou lá 8 bilhões de dólares em 2011 e gerou 5 bilhões de dólares com negócios no exterior, enquanto a receita de offshore do Brasil ficou em 2,6 bilhões de dólares.

A pesquisa identificou que México teve melhor performance por causa da elevada oferta de mão de obra, proximidade e os Tratados de Livre Comércio com os Estados Unidos. A Colômbia, apesar do mercado interno reduzido e ausência de grandes players locais, apresenta incentivos em Zonas Francas.

A Costa Rica, apesar de competitiva – incentivos via Zonas Francas, proximidade e Tratados de Livre Comércio com os EUA e encargos trabalhistas e salários reduzidos -, possui claras limitações de escala no contingente de trabalhadores e mercado interno. Os mesmos entraves são encontrados no Chile, que, no entanto, possui estabilidade institucional e acordos comerciais de serviços e o segundo menor percentual de encargos sobre a folha.

Apesar de possuir política pública setorial consolidada, mão de obra que domina o idioma inglês e energia subsidiada, a Argentina enfrenta incertezas jurídicas e políticas, taxa de inflação opaca e baixo Investimento Estrangeiro Direto, dificultando a competitividade e expansão do setor no País.

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Fonte: Originalmente publicado por ComputerWorld em 27 de junho de 2012 – 14h22