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20
2012

Brasil e México lideram crescimento de tráfego de dados na AL

A América Latina será responsável pelo crescimento de 40% no tráfego de dados em 2012, aponta estudo da Extreme Networks, empresa que atua no mercado de redes convergentes. Nos últimos quatro anos, a região vivenciou uma mudança radical no uso da informação em todos os segmentos, o que contribuiu para formar esse cenário, indica a pesquisa.

Brasil e México deverão liderar a expansão de países em que o volume e a densidade de informações de usuários saltam cada vez mais. No México, especificamente, observa-se notável incremento no uso de tecnologia da informação e acesso à internet por meio de dispositivos móveis e telefones celulares.

De acordo com o estudo, atualmente existem muitas empresas provedoras de serviços de telecomunicação na América Latina que estão concentrando esforços para desenvolver e fortalecer suas infraestruturas de transmissão de dados e largura de banda para 10 Gigabit Ethernet (GbE), o que significa uma velocidade dez vezes superior a atual na transmissão de informações por meio de rede própria [backbone]. Isso porque, este ano, aponta a Extreme Networks, será pautado pela alta demanda por esse tipo de velocidade.

Ele aponta que muitos fornecedores estão implementando redes de fibra óptica e caminhando para oferecer recursos de telecom prontos para essa largura de banda.

Para ele, este ano uma das principais mudanças que serão observadas no setor é a entrega de serviços Triple Play que reúne dados, voz e vídeo on demand integrados diretamente à fibra óptica.

“A Extreme Networks na América Latina teve crescimento de dois dígitos nos últimos meses e é um dos menos afetados pelas recentes questões econômicas globais, com vários países mostrando expansão como Brasil, Chile, Colômbia e Peru”, contabiliza Carlos Perea, CEO da Extrema Networks na América Latina.

O Brasil está-se preparando para comportar esse quadro. Levantamento da Cisco identificou que o crescimento do tráfego de dados em solo nacional deverá alcançar 0,26 exabytes por mês em 2016. Embora o País tenha alcançado índice de mais de um celular por habitante, o setor ainda possui larga margem de expansão da rede, principalmente por conta da internet 3G, que avançou 130% ano passado, mas que não chegou nem a um quarto da população, o que resultado na atualização da rede local.

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Fonte: Originalmente publicado por COMPUTERWORLD (ESPANHA) em 15 de março de 2012 – 07h30