fev
13
2012

Big data: cuidado com os custos ocultos da explosão de dados

O crescimento desenfreado de dados tem nos tornado escravos. Os efeitos são bem conhecidos: o crescimento maciço da infraestrutura de armazenamento, recursos de armazenamento prematuramente obsoletos, uma corrida sem fim para permanecer acima de tudo isso.

Fornecedores de armazenamento reagiram ao cenário com a oferta de hardware mais barato, com maior capacidade para saciar o vício de acumular dados. Mas como os recursos de armazenamento primários são continuamente atualizados, geralmente em resposta ao crescimento de recuperação de desastres, e as arquiteturas de continuidade de negócios são muitas vezes empurradas para além dos seus limites originais de projeto, as organizações correm risco significativo.

Os perigos de negligenciar o plano de expansão das capacidades de recuperação de desatres e continuidade de negócios, em sintonia com as do ambiente de armazenamento primário, são muitos e variados. Os exemplos mais comuns que vi podem ser encontrados em infraestruturas tradicionais de backup.

Com demasiada frequência, muitos dados primários precisam ser suportados quando as janelas de backup começam a se sobrepor às horas de produção. Por conta disso, muitos administradores bem-intencionados começam a deixar de incluir nos ciclos de backup dados que consideram “sem importância”. E mais. Em pouco tempo, servidores inteiros começam a ser importados com menos frequência, deixando de proteger algo que é importante.

Pior ainda, infraestruturas de armazenamento não apenas levam mais tempo para fazer backup, como também levam muito mais tempo para restaurar dados perdidos ou danificados. Um processo de recuperação que você era capaz de executar em uma hora, há alguns, anos agora pode demorar duas, três ou até quatro vezes mais tempo para restaurar.

Quando você considera medidas mais avançadas de continuidade de negócios, como as usadas por sites, as coisas ficam ainda pior. Não só você precisa ter certeza de que você está crescendo o seu contingente de armazenamento de recuperação de desastres, em linha com o de seu site principal, como também precisa ter certeza de que o site será capaz de suportar o armazenamento adicional transacional e calcular as cargas. Nesse caso, uma dose saudável de testes do plano de recuperação de desastres é absolutamente crucial para determinar onde você está.

Evitar uma catástrofe

O passo mais óbvio que você pode tomar para evitar esses tipos de cenários apocalípticos é insistir em reforçar seus recursos de recuperação de desastres e continuidade de negócios para o seu ambiente de armazenamento primário – como se fossem a mesma coisa.

Inevitavelmente, isso envolve um planejamento cuidadoso para determinar em que ponto seus recursos atuais de recuperação de desastre terão de ser atualizados e deixar claro que você não pode continuar a adicionar mais dados até que seja feito. Conhecendo esses cálculos de cor passa a ser muito mais fácil também implementar algum tipo de mecanismo de estorno e showback para mostrar o verdadeiro custo do apetite da organização por dados.

Se você está recebendo informes de que os custos de backup não são uma despesa essencial – ou se está  sendo incentivado a cortar custos em seus planos de recuperação de desastres – mostar os resultados potenciais de uma falha é primordial.

Já vi situações em que administradores que coscientemente mutilaram suas infraestruturas de recuperação de desastres a mando da gestão, e que não comunicaram claramente os resultados, ficaram incapacidatos de restaurar o sistemas após paradas longas.

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Fonte: Originalmente publicado por  INFOWORLD (EUA) em 13 de fevereiro de 2012 – 14h15