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23
2010

Bancos optam por nuvem privada no Cloud Computing

Uma pesquisa realizada pela IDC com 62 instituições, entre bancos e seguradoras apontou que as prioridades da área de TI no segundo semestre deste ano e em 2011 envolvem a atualização/renovação da infraestrutura de TI (nas seguradoras), a consolidação e virtualização da infraestrutura de TI (nos bancos médios e pequenos) e a revisão/integração da arquitetura dos sistemas (nos bancos grandes). Já entre os principais desafios que os CIOs enfrentam estão a complexidade da arquitetura existente, o atendimento à regulamentação e auditoria e, nos bancos pequenos, as equipes reduzidas.

Os principais desafios do mercado financeiro mundial são a gestão do relacionamento, a redefinição do modelo de negócios, a retomada da credibilidade e a inovação. “As instituições irão, proativamente, buscar o aumento do relacionamento com os clientes-chave e parceiros. Haverá investimentos em novos mercados e tecnologias para criar diferenciação sustentável. Lá fora as instituições precisarão restaurar a imagem de confiança, e para isso buscarão um modelo centrado no cliente para entregar produtos e serviços de valor agregado”, declarou Roberto Gutierrez, diretor da IDC.

A pesquisa revelou ainda que entre as prioridades de negócios que direcionarão os gastos com tecnologia nas empresas estão o aumento das receitas, o aumento de eficiência operacional (principalmente nos bancos grandes) e a expansão do portfólio (principalmente nas seguradoras e nos bancos pequenos e médios).

O tema cloud computing também esteve em mira. Segundo a IDC, paulatinamente, e em áreas consideradas não-estratégicas ou de risco para as informações, a tecnologia é adotada pelas instituições financeiras. “O mercado financeiro apresenta-se como um potencial implementador de Cloud Computing no modelo Nuvem Privada, com soluções desenhadas exclusivamente para uma única organização, ou seja, não há compartilhamento de recurso físicos, lógicos e humanos com outras empresas”, observou Anderson Figueiredo, gerente de consultoria da IDC.

Outro assunto que chama a atenção das instituições é a segurança. Algumas soluções receberão investimentos expressivos em 2010 e 2011. É o caso dos antivírus, antispam e firewall, de Gerenciamento de Identidade e Acesso (IAM), de soluções de detecção e prevenção de fraudes, e de Data Loss Prevention (DLP).

“Metade das empresas investirá em antivírus, antispam e firewall, mas isso não significa que as elas não tenham essas soluções e, sim, que elas precisam, na verdade, se atualizar para acompanhar a evolução das ameaças”, declarou Célia Sarauza, gerente de consultoria e especialista em Segurança da Informação da IDC.

A analista recomenda que as instituições conheçam os riscos, selecionem tecnologia adequada de acordo com o seu porte e com o momento atual da empresa, invistam em segurança da informação de forma contínua e saibam que a efetividade do investimento em segurança é medida em função da não ocorrência de problemas. De acordo ainda com a IDC, em 2009, TI e Telecom movimentaram US$ 2.8 trilhões em todo o mundo. O Brasil ocupa a 10ª posição no ranking de TI e a 5º no de Telecom.

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Fonte: Originalmente publicado por Convergência Digital em 20/08/2010