dez
14
2011

Bancos devem fazer perguntas certas a dados não estruturados

Os bancos que estão sob o peso de grandes conjuntos de dados não estruturados e precisam começar a fazer melhores perguntas, a fim de obterem valor dessa informação.

Esta foi a conclusão dos executivos de alguns dos maiores fornecedores de TI do setor financeiro, que participaram da conferência Bloomberg Enterprise Technology Summit, realizada em Londres.

Bindia Hallauer, diretora de tecnologia (CTO) para o setor financeiro da Microsoft, disse que as organizações podem perder o foco se pensarem apenas em como melhorar a tecnologia para gerir os dados.

“O que acontece com a abordagem tradicional, em que se cortam e separam os dados e se normalizam? Como é que isso pode fazer alguma coisa para lidar com questões mais humanas, tais como reações no mercado, ou catástrofes naturais?”, questionou.

“Devemos repensar as perguntas que fazemos, e levar em consideração fatores reais. Então há mais chances de monetizar a informação e compreender as questões reais que os clientes estão tendo”.

Simon Aspen-Taylor, consultor de serviços financeiros da IBM, disse que os bancos de varejo são às vezes, muito melhores na gestão e monetização de dados não estruturados do que os bancos de investimento. Eles entendem o sentimento do cliente.

“A maioria dos bancos de investimento são excelentes na manipulação de dados estruturados”, disse. “Mas eles têm muito mais o que fazer para descobrir como lidar com informações não estruturadas, como o sentimento em diferentes partes do mercado”.

O diretor de tecnologia da SAP para a divisão de business intelligence Sybase, Irfan Khan, afirmou que armadas com uma abordagem mais moderna, as organizações poderiam então adaptar a tecnologia.

“Há um problema real com a amplitude e a profundidade dos dados não estruturados. Não é novo, mas está ficando pior”, considera Khan.

“As empresas estão começando a fazer um monte de investimento em mecanismos de busca sob medida quando sabem quais as informações que realmente querem”, acrescentou. “Muito do problema é que o software não consegue manter-se a informado sobre as questões do mundo real ou mesmo com o poder do hardware”.

Todos os três fabricantes têm feito movimentos significativos no espaço da análise de Big Data. A SAP tenta empurrar a sua base de dados na memória (in-memory) como o melhor caminho para a inteligência rápida. A Microsoft e a IBM agora a trabalharem em estreita colaboração com a estrutura de software Hadoop para Apache na gestão de aplicações distribuídas.

Como seus clientes lutam para melhorar a gestão de dados, os fornecedores dizem que há um novo papel específico emergente nas organizações para lidar com o problema.

“O Chief Data Officer (CDO) ou responsável principal de dados está começando a emergir nas companhias”, disse Khan. “Este a pessoa não está focada na tecnologia por si só, mas na gestão da informação”.

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Fonte: Originalmente publicado por COMPUTERWORLD (PORTUGAL) em 14 de dezembro de 2011 – 07h30