mar
17
2011

Apotheker descreve estratégia da HP

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Um dia depois que o CEO da HP, Leo Apotheker, falou sobre sua visão estratégica para a companhia e para os novos planos relacionados à computação em nuvem, o executivo concedeu uma entrevista exclusiva para o grupo IDG, que tem parceria exclusiva no Brasil com o Now!Digital Business, editora da Computerworld.  Na conversa, o executivo defendeu a HP como empresa de melhor posicionamento no mercado de computação em nuvem e mostrou seus planos para superar  IBM, Oracle e outras no segmento de analytics (soluções de análise de informações). Apotheker mostrou também sua visão sobre como a consumerização da tecnologia e a computação em nuvem vão reformular tarefas e papéis nas organizações.

InfoWorld: Quando você foi anunciado como CEO da HP, a surpresa foi geral. Por que você é a pessoa certa para o cargo?

Leo Apotheker: Em primeiro lugar, não acho que sou a única pessoa que poderia assumir o cargo. Seria muito arrogante de minha parte. Mas eu acredito que trago uma visão ampla e global sobre o mercado de tecnologia da informação, traduzindo isso em um plano executável. Eu acho que foi essa a principal razão por terem me nomeado.

InfoWorld: Sobre os anúncios, a estratégia da HP agora parece estar ligada ao tripé infraestrutura como serviço, plataforma como serviço e loja de aplicativos…

Apotheker: Além de conectividade. Os universos da mobilidade e da computação em nuvem estão extremamente ligados. E se você não consegue obter conectividade para todas as coisas que ocorrem na nuvem, a própria cloud não faz muito sentido. Além da escalabilidade e da flexibilidade, uma das grandes vantagens da nuvem é que tudo isso pode ser combinado à rede, facilitando o consumo e o transporte de tudo isso para dispositivos móveis. Essa é a megatendência para os próximos anos.

InfoWorld: Seria uma evolução das comunicações unificadas?

Apotheker: Certamente. Alguns países emergentes estão pulando as comunicações unificadas, e indo direto para o mundo móvel.

InfoWorld: Na sua apresentação, você disse que as funcionalidades como serviço já estão disponíveis para corporações. É uma oferta semelhante à da Amazon?

Apotheker: Por enquanto, a oferta está disponível para clientes, mas ela deve ir ao mercado como nuvem pública também.

InfoWorld: Você também comentou sobre ajudar clientes a entrarem em um modelo híbrido de nuvens públicas e privadas. Como será isso?

Apotheker: Na verdade, haverá tantas combinações de uso de infraestrutura nas empresas, graças a um grande legado de aplicações que simplesmente não podem ser transportadas para a nuvem. A HP tem um histórico em ajudar clientes a tomar esse tipo de decisão, fazer as mudanças e as migrações e na construção de ambientes híbridos. Algumas das nossas tecnologias permitem que as pessoas tenham uma visão completa de toda essa arquitetura mista, operando tudo como se fosse apenas uma.

Isso nos dá uma grande vantagem competitiva, somado ao fato de que não temos aplicações legadas em clientes, então não temos nada a proteger. Assim, temos uma visão muito neutra, centrada no cliente, sobre qual é a melhor solução para os negócios.

InfoWorld: Em todo o portifólio apresentado, a oferta da HP parece se sobrepor quase que totalmente à da IBM. Como você pretende se diferenciar da abordagem da IBM?

Apotheker:  Um dos pontos é entender o mercado consumidor e todo o conceito de consumerização de TI, já que atuamos em um mercado de dispositivos para o usuário final. A IBM desistiu disso quando vendeu sua unidade de PCs. Em segundo, temos experiência em segurança e gerenciamento, podendo transportar tudo isso para o contexto da nuvem, outra vantagem enorme sobre a IBM. Além de tudo, somos mais agnósticos que eles para certos tipos de tecnologia, nos permitindo fazer a combinação ideal para criar as melhores soluções. Em último lugar, não temos nenhum legado para proteger, ao contrário da IBM.

InfoWorld: Ainda sobre IBM, você disse que não faria o jogo do gato e rato com a empresa na área de Business Intelligence (BI). Poderia explicar melhor?

Apotheker: Simplesmente não entraremos no ramo de BI, estamos trabalhando com Analytics. BI é tecnologia velha que vê o passado, Analytics é mais sobre coletar a montanha de informações estruturadas e não estruturadas existentes na empresa e fora dela para avaliar tendências e fazer previsão para o futuro.  E, novamente, podemos ir direto para essa etapa por não ter nenhum legado para proteger. Não temos algo como o DB2 ou o velho Cognos.

InfoWorld: Seria interessante para nossos leitores mais informações sobre a loja de aplicativos da HP, uma vez que os profissionais já são consumidores de aplicativos para o público final. O que eles devem saber sobre isso?

Apotheker: Bem, é uma oportunidade para os CIOs colocarem à disposição dos usuários aplicativos testados, certificados, aprovados e com segurança, que se encaixam na estratégia de TI e nos procedimentos e processos de TI. Alguns deles serão aplicativos de grande porte, mas nesse caso não há a necessidade de colocar na loja. Alguns deles serão médios, ou pequenos, para necessidades específicas. Há também todos os aplicativos que serão usados para analisar e procurar dados. Nesses casos, faz muito sentido e deixa a vida muito mais fácil e simples dentro da empresa.

E como isso pode facilitar a vida? Se um aplicativo apresentar problema, ficar corrompido, ou qualquer outro problema, ele pode ser automaticamente varrido da companhia e de todos os dispositivos nos quais ele se encontra. É uma forma nova e diferente de interagir e facilita a tarefa do CIO de entregar valor para os usuários de negócios em tempo real.

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Fonte: Originalmente publicado por JOHN GALLANT, DO IDG ENTERPRISE E ERIC KNORR, DA INFOWORLD (EUA) em 17 de março de 2011 – 07h30

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