fev
15
2012

HP investe 300 milhões de dólares na linha ProLiant gen8

A hp investiu 300 milhões de dólares nos últimos dois anos para desenvolver a nova geração de sua linha de servidores, batizada ProLiant generation 8 (ou Gen*8). Os equipamentos, nas palavras da companhia, são “os mais auto-sufucientes do mundo”, ou seja, por meio de sensores, são capazes de gerar relatórios sobre suas condições de operação, além de identificar e consertar a maioria das falhas automaticamente.

A nova família de servidores foi apresentada nesta segunda-feira, em Las Vegas, durante o Global Partner Conference. Os equipamentos estarão disponíveis no Brasil no mês de abril e deverão ser produzidos localmente.

com o lançamento da linha, a HP espera manter a distância segura que a separa dos outros fabricantes de servidores, como Dell, IBM, Fujitsu e Oracle. De acordo com informações do IDC, a HP detém 29,8% do segmento no mundo, em termos de faturamento.  Também é uma das linhas de negócio mais importantes para a companhia – só no último ano fiscal encerrado em 31 de outubro, a divisão de servidores, armazenamento e redes foi responsável por 36 bilhões de dólares de receita, quase 30% das vendas globais da companhia.

Redução de custos
Os valores dos novos equipamentos não foram revelados mas, de acordo com Mark Potter, vice-presidente sênior e diretor-geral de servidores e software da HP, o retorno do investimento ocorre cinco meses após a aquisição. Esse cálculo leva em conta a velocidade, por exemplo, das atualizações rotineiras de um data center.

O gen8 promete realizar a tarefa em 10 minutos, contra as 5 horas de exigidas atualmente pelos servidores. “A rapidez do sistema é crucial diante da disparada do uso da computação na nuvem, que vai exigir mais capacdade de processamento e de armazenamento das informações”, afirma Potter.

Além disso, os servidores são programados para checar dentro de seus sistemas cerca de 1,6 mil parâmetros, incluindo nível de consumo de energia, temperatura e a capacidade de utilização das máquinas dentro do data center – hoje, esse levantamento é feito manualmente. “Mais de 70% dos custos de um data center são voltados apenas ao seu funcionamento, ou seja, sobra pouco orçamento para inovação” diz Potter. “A auto-suficiência possibilitará que as empresas possam destinar mais recursos para novas tecnologias”.

Ao fazer checagens e manutenção de maneira autônoma, os servidores eliminam cerca de 30 dias de trabalho “braçal”. Estudo da HP mostram que, num data center de mil metros quadrados, cada hora de parada não programada pode custar até 10 milhões às companhias.

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Fonte: Originalmente publicado por CRN em 15 de fevereiro de 2012