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6
2012

Nuvem deve criar 14 milhões de empregos até 2014, diz IDC

As implementações dos serviços na nuvem deverão criar em todo o mundo cerca de 14 milhões de empregos. Boa parte dessas oportunidades estará em mercados emergentes como Brasil, Índia, China e Rússia, onde os projetos estarão menos restritos à infraestrutura de sistema legados. A constatação é do estudo “Cloud Computing’s Role in Job Creation”,  realizado pela IDC, a pedido da Microsoft.

Mais de 50% desses empregos serão gerados por pequenas e médias empresas, que serão responsáveis por 7,5 milhões de vagas, enquanto que os grandes negócios abrirão 6,3 postos de trabalho para especialistas em cloud computing.

É o setor de mídia e comunicações que mais vai contratar profissionais para atuar em projetos de cloud, respondendo por 2,4 milhões das novas posições. Em segundo lugar, ficará o setor financeiro, que deverá demandar 1,4 milhão de profissionais nessa área, seguido pela indústria de manufatura discreta, que buscará 1,3 milhão de talentos para serviços de nuvem.

Além de profissionais de TI com conhecimento em infraestrutura e aplicações, o novo modelo vai demanda de muitos talentos para as áreas de negócios, como vendas e marketing.

A Índia e a China sozinhas vão responder por quase metade do contingente de novos profissionais que serão contratados para funções ligadas ao mundo de cloud computing. Juntos esses dois países vão criar 6,8 milhões de empregos nessa área, prevê o estudo.

Redes privadas

O IDC estima que, mundialmente, 75% dos gastos com TI são com manutenção de sistemas legados e atualizações de rotina. Como o novo modelo de contratação de TI, as organizações vão poder transportar algumas dessas aplicações para nuvem e reduzir despesas operacionais. Assim parte do orçamento poderá ser destinado para investimentos em inovação e novos negócios, ressalta o relatório.

Outro fator que vai contribuir para aumentar a procurar maior por talentos para os serviços de cloud em  mercados emergentes é que esses países estão mais propensos a implementar mais sistemas de nuvem privada que públicas.

“Em geografias emergentes a adoção de serviços públicos de TI em nuvem não é muito grande. Nessas regiões, as exigências dos sistemas legados são menores e os serviços de nuvem privada pode oferecer maior benefício econômico a curto prazo em comparação com os de rede pública”, constatou o estudo.

Enquanto isso, os Estados Unidos e Canadá deverão criar 1,2 milhões de novos postos de trabalho relacionados com a nuvem. Muitos desses empregos serão profissionais com conhecimento em tecnologia que serão contratados para gerenciar o serviço do dia a dia da infraestrutura de TI.

Esses talentos ficarão concentrados em aplicações “missão crítica” das companhias. Serviços em cloud podem ajudar a gerar uma receita de 1,1 trilhão de dólares em novos negócios em todo o mundo até 2014, prevê a IDC,

Adoção do modelo

São as pequenas e médias empresas que vão aderir mais rapidamente aos serviços de cloud. Entre os segmentos que mais vão contratar TI por esse modelo estão os setores de manufatura, serviços e varejo.

Já nas grandes organizações, as questões de segurança ainda são uma barreira para a adoção de serviços de nuvem pública, principalmente nos bancos, onde as medidas de proteção são uma grande preocupação.

Apesar de o potencial de crescimento de cloud ser mais forte no futuro em mercados emergentes, os EUA estão entre os primeiros a adotar sistemas de cloud computing. O estudo constatou que 62% de todos os gastos com serviço público na nuvem mundial em 2011 foram gerados pelo mercado norte-americano.

Os investimentos em nuvem ainda compõem apenas uma pequena percentagem do total dos gastos em TI. A IDC estima que no ano passado, de 1,7 trilhão de dólares gastos em serviços de TI, apenas 28 bilhões de dólares foram negócios com cloud.

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Fonte: Originalmente publicado por Computerworld/EUA em 06 de março de 2012 às 09h00