jun
20
2012

Falhas com cloud computing somam mais de US$ 70 milhões

Um total de 568 horas de tempo de inatividade em 13 serviços conhecidos de nuvem desde 2007 tiveram um impacto econômico de mais de 71,7 milhões de dólares, aponta o International Working Group on Cloud Computing Resiliency (IWGCR).

A indisponibilidade média de serviços em nuvem é de 7,5 horas por ano, totalizando uma taxa de disponibilidade de 99,9%, de acordo com resultados preliminares do grupo. “É uma marca extremamente longe da confiabilidade esperada em sistemas de missão crítica (99,999%). A indisponibilidade média do serviço de eletricidade em uma capital moderna é de menos de 15 minutos por ano”, observaram os pesquisadores no estudo.

É a primeira vez que o grupo, formado em março de 2012 pela Telecom ParisTech e pela universidade L’Université Paris 13, publicou o Availability Ranking of World Cloud Computing (ARWC) – Ranking Mundial de Disponibilidade em Cloud Computing.

Como os serviços em nuvem são cada vez mais usados pelos governos e empresas globais, é vital que eles sejam de confiança, especialmente quando os sistemas são de missão crítica, disseram os pesquisadores. A falta de confiabilidade na nuvem não é muito conhecida pela indústria, acrescentaram.

Os custos de uma interrupção por um período de uma hora pode variar de 89 mil dólares em um provedor de serviço de viagem, como a Amadeus, para 225 mil dólares em um serviço como o PayPal, de acordo com a pesquisa. Os números são baseados em custos por hora aplicados pela indústria, disseram os pesquisadores. Interrupções de empresas como Google, Microsoft e Amazon para o mesmo período custam cerca de 200 mil.

Além do impacto econômico, o tempo de inatividade, que às vezes pode durar dias ou mesmo uma semana, pode afetar milhões de usuários.

A pesquisa foi baseada em relatos da imprensa de interrupções nos serviços de cloud como Twitter, Facebook, Amazon, Microsoft, Google, Yahoo e PayPal. Os pesquisadores notaram que a metodologia aplicada não é tão precisa, já que o processo de coleta de informações foi longe de ser exaustivo, e disseram que os números preliminares devem ser ainda maiores porque muitas interrupções não são publicadas pela imprensa.

Há outras ressalvas na metodologia utilizada, incluindo não conter o valor exato do custo econômico de cada falha ou um custo médio por hora para cada prestador de serviço de nuvem, disseram os pesquisadores. Além disso, o grupo observou que seus dados não foram baseados no número de usuários de um serviço, o que seria adequado para possibilitar mais precisão no resultado.

Para avaliar melhor a disponibilidade de nuvem, o grupo anunciou planos de adotar novos métodos em pesquisas futuras.

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Fonte: Originalmente publicado por IDG NEWS SERVICE em 19 de junho de 2012 – 15h16