fev
6
2012

Cloud e mobilidade criarão ‘cartéis’, diz pesquisa

A consultoria Forrester Research divulgou esta semana o seu cenário de tecnologia e negócios para 2020. O estudo comprova que o impulso da nuvem chegará muito mais rápido do que o previsto no mercado, e será controlado por poucas empresas.

O relatório aponta que a combinação da computação em nuvem e a mobilidade, fortalecerão rapidamente, fazendo a poda em muitas empresas tradicionais da computação corporativa e dando muito poder a outras, que até já o possuem. A Amazon, Cisco, Google, IBM, Microsoft, Oracle e outras poucas companhias são as chamadas “cartéis da computação”, e são elas que serão as detentoras do controle de milhões de servidores em data centers ao redor do mundo. O estudo não cita quais empresas devem perder espaço, mas é no mínimo curioso que empresas com HP, Dell e SAP não apareçam na lista entre outras gigantes.

De acordo com o estudo, essas empresas-cartéis vão oferecer computação a preço baixo, fácil de usar e com baixos custos de manutenção, competindo umas com as outras focando em diferentes setores. “Os consumidores e seus dados deverão permanecer em companhias como Amazon, Google e Microsoft. Os grandes fornecedores de tecnologia proverão processamento, funcionalidades analíticas e alcance global, enquanto processadoras de cartões de crédito, logística e redes sociais vão prover dados transacionais, suprimento logístico e atender à demanda dos consumidores, além de preparar suas ofertas para setores específicos como saúde e finanças”, diz o estudo.

O vice-presidente do Forrester e um dos autores do estudo, Kyle McNabb, acredita que os cartéis hospedarão o poder primário de computação e as principais análises. “Com tanta computação para gerenciar, os compradores corporativos deste tipo de TI vão diferenciar as ofertas ao cliente com softwares que refinem as análises ao nível individual”, afirma o executivo.

A briga estará centralizada, entre poucas empresas, e justamente por isso, será cada vez mais acirrada. De acordo com McNabb, a diferenciação dessas gigantes virá dos “conjuntos de ferramentas e métodos”. O vice-presidente explica que o segredo estará na escala, de onde as empresas poderão tirar economia de não manter o hardware e começar a desenvolver mais software, “um pouco como a SAP e a IBM fazem hoje”.

Para que tudo isso aconteça, as empresas precisam aceitar que a mudança está vindo. McNabb conta que muitas corporações não estão prontas para a mudança que será provocada pela nuvem. “Apenas 10% das empresas com as quais lidamos podem entender o que está acontecendo. As outras apenas se preocupam com os 80% do orçamento gasto com a manutenção de sistemas. É curioso. Os executivos vão para as reuniões com seus tablets conectados à internet, mas lutando com antigos sistemas e regras”, diz.

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Fonte: Originalmente publicado por IPNews em 02 de Fevereiro de 2012 00:00