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2012

Cinco questões que devem ser feitas para adoção de Cloud Computing

Estudos do mercado apontam que 75% das empresas planejam migrar aplicações para Cloud Computing nos próximos dois anos. Por isso, cloud se tornou uma das tendências mais atraentes para as empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) na implantação de novos serviços, sem custo inicial muito alto.

Mas a mudança exige um estudo detalhado para o sucesso do modelo. A Computerworld da Espanha entrevistou especialistas e elencou as cinco questões básicas que os gestores de TI devem fazer na hora de dar esse passo. Veja a seguir quais são:

1- Qual é a perspectiva correta?

O ponto de partida para traçar uma estratégia de nuvem é saber o que sua empresa pode e deve usar a nuvem. Segundo os especialistas, esse modelo é interessante quando gera valor para as unidades de negócios. O modelo pode ser até um serviço completo. Eventualmente, a iniciativa pode alterar o quadro de pessoal, estruturas de custos e processos de negócios para melhor ou pior, dependendo de como é feita a sua implementação.

O aparecimento da nuvem, dizem os analistas, marca uma evolução nas plataformas de TI. A primeira englobava um computador central e os terminais ligados a ele. Uma segunda foi criada com a internet e modelo cliente-servidor, em que o PC se tornou o centro de tudo. Mas agora os dispositivos móveis estão atrativos e precisam ser acessados de qualquer lugar.

2- Qual é o ritmo adequado de adoção? É bom girar 360 graus à noite e acordar com todo o seu ambiente de TI na nuvem?

Muitos CIOs estão perguntando o quanto devem ser agressivos com adoção da nuvem. O fator-chave segundo os especialistas, é colocar essa questão em um contexto de mercado e comparar a taxa de velocidade de outras empresas similares do seu segmento de atuação. Sua indústria é uma das primeiras ou está chegando tarde a esse mundo?

É importante garantir que a sua empresa está trabalhando em um ritmo que é relevante para o setor em que se move.

3- Qual é o melhor modelo para sua empresa? Nuvem pública ou privada?

Antes de tudo é preciso saber como funcionam os dois modelos para verificar qual se adequa mais ao tipo de aplicação que será transportada para nuvem, avaliando os prós e os contras de cada forma de operação. Em uma nuvem privada, o usuário de TI ainda tem controle sobre a gestão da cloud, enquanto na pública tudo fica na mão do fornecedor.

Uma estrutura cada vez mais comum é o da nuvem gerenciado privada, que é basicamente uma infraestrutura de arrendada por uma empresa, mas em ambiente público. Uma variedade de fornecedores estão oferecendo esses serviços, incluindo Terremark e Web Services da Amazon.

Como as conexões para as nuvens públicas estão melhorando, as redes privadas gerenciados podem tornar-se uma opção atraente. Elas oferecem a segurança de uma nuvem privada, enquanto você pode tirar proveito da economia de escala da infraestrutura pública.

4- Como será a gestão do serviço?

Depois da escolha da plataforma a ser usada, o próximo passo é decidir se administração será externamente ou internamente. De acordo com estudos, 44% das empresas em todo o mundo dizem que novas funções foram criadas em seus departamentos de TI após a migração. Outras 69% afirmaram que sua área de TI expandiu rapidamente as habilidades da gestão da nuvem.

Há opção de contratação de ferramentas de gestão na nuvem, mas as organizações podem querer fazer os seus controles. Tudo se resume a um custo de oportunidade, dizem os especialistas.

5-Quais os parceiros certos para a sua estratégia de cloud computing?

Finalmente, há um grande mercado em desenvolvimento em torno das áreas de serviços de software, infraestrutura e nuvem. Em particular, há uma mistura de atores de nuvens que são relativamente novos como é o caso da Amazon e SalesForce.com. Mas há outros que estão há mais tempo no mercado.
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Fonte: Originalmente publicado por COMPUTERWORLD/ESPANHA em 20 de agosto de 2012 – 07h30