set
19
2012

Cinco equívocos comuns sobre cloud computing privada

O debate em curso em torno da computação em nuvem privada tem criado percepções erradas sobre o modelo, na visão do instituto de pesquisas Gartner.

“O crescimento da computação em nuvem privada está sendo impulsionado pela rápida penetração da virtualização, gerenciamento de virtualização, salto de ofertas de cloud e pressão para entregar projetos mais baratos e mais rapidamente”, avalia Tom Bittman, vice-presidente e analista do Gartner.

“No entanto, na pressa para responder a essas pressões, a TI precisa ter cuidado para evitar o hype, e, em vez disso, deve concentrar esforços no modelo que mais faz sentido aos negócios.” Abaixo, o Gartner lista os cinco equívocos mais comuns sobre a nuvem privada.

1. Cloud privada não é virtualização

Virtualização de servidores e infraestrutura é base importante para a computação em nuvem privada. No entanto, virtualização e gerenciamento de virtualização não são, por si só, nuvem privada. Virtualização torna mais fácil realocar recursos de infraestrutura (servidores, computadores desktop, armazenamento, rede, middleware etc) e pode ser ativada de várias maneiras, incluindo máquinas virtuais, sistemas operacionais (OS) ou middleware.

Cloud privada, portanto, utiliza alguma forma de virtualização para criar um serviço de computação em nuvem.

2. Nuvem privada não busca apenas redução de custos

Uma empresa pode reduzir os custos operacionais por meio de uma nuvem privada, eliminando tarefas repetitivas comuns. Uma nuvem privada pode realocar recursos de forma mais eficiente para atender às necessidades da empresa, possivelmente diminuindo as despesas de capital para o hardware.

Nuvens privadas exigem investimento em software de automação, e as economias por si só não podem justificar o investimento. Por isso, a redução de custos não é o principal benefício da computação em nuvem privada.

Autosserviço, automação, agilidade, velocidade, habilidade de dimensionar a demanda de forma dinâmica são alguns dos atrativos do modelo, de acordo com o instituto de pesquisas.

3. Nuvem privada não é necessariamente on  premise

Cloud privada é definida por privacidade, não propriedade, localização ou responsabilidade de gestão. Enquanto a maioria das nuvens privadas é baseada na infraestrutura local (na evolução dos investimentos de virtualização existentes), uma parte crescente de nuvens privadas será contratada também fora da empresa. Nuvens privadas de terceiros têm uma flexibilidade maior para o termo “privacidade”.

Nuvens de terceiros podem compartilhar instalações do data center com outros, compartilhar equipamentos ao longo do tempo e recursos, mas mantendo uma rede privada virtual (VPN) isolada, por exemplo.

4. Nuvem privada não é somente infraestrutura como serviço (IaaS)

Virtualização de servidores é uma grande tendência e, portanto, um elemento importante para a nuvem privada. No entanto, o modelo não se limita de modo algum à IaaS. Pode, por exemplo, incluir ofertas de desenvolvimento e teste, permitindo uso de plataforma como serviço (PaaS).

Hoje, o segmento de crescimento mais rápido da computação em nuvem é IaaS. Mas IaaS fornece apenas um dos níveis de recursos do data center. Desenvolvedores usarão PaaS para criar aplicativos projetados para serem compatíveis com a nuvem, produzindo serviços diferentes em comparação com aplicações antigas.

5. Nuvem privada nem sempre será privada

Os analistas do Gartner apontam que a nuvem privada é paliativa. Com o tempo, nuvens públicas vão amadurecer, melhorando os níveis de serviço, segurança e gerenciamento de conformidade. Novos serviços de nuvem pública surgirão. Algumas nuvens privadas vão mover-se totalmente para a nuvem pública.

No entanto, a maioria dos serviços de nuvem privada irá evoluir para permitir a cloud híbrida, ampliando a capacidade efetiva de uma nuvem privada para alavancar os serviços públicos de nuvem e recursos de terceiros.

“Ao começar com uma nuvem privada, a TI está se posicionando como o corretor de todos os serviços da empresa”, afirma Bittman. “Uma nuvem privada que evolui para híbrida ou até mesmo pública poderia reter a propriedade do autosserviço, e, portanto, o cliente e a interface. Esta é uma parte da visão para o futuro da TI que chamamos de ‘TI híbrida’”.

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Fonte: Originalmente publicado por ComputerWorld em 19 de setembro de 2012