set
21
2012

Alinhar cloud computing e negócio é vital

Pesquisas indicam que o tráfego global na internet gerado pelo uso de serviços de cloud computing aumentará 12 vezes até 2015. Prova de que a procura está crescendo.
Para aqueles que estão em busca de expansão dos negócios e não sabem se a nuvem está em linha com os objetivos estratégicos da empresa, veja a seguir cinco dicas para ajudar na identificação.

1. Menor custo de propriedade: 
migrar dados críticos e aplicações para a nuvem pode ser significativamente mais rentável do que manter o hardware nas instalações da empresa. Como seus dados são armazenados na infraestrutura do provedor de serviços, não há necessidade de investir na compra de equipamentos, manutenção ou atualização do servidor.

Além disso, como os dados e o software estão sob responsabilidade de um provedor, a companhia contratante pode diminuir o número de funcionários de TI [ou contratados], necessário para manter o hardware on premise funcionando. Poderá, portanto, direcionar profissionais para atividades mais estratégicas que agreguem valor aos negócios.

2. Continuidade dos negócios: ao migrar os dados da companhia para uma empresa especializada no fornecimento de soluções de computação em nuvem, a organização não está apenas investindo em uma solução de armazenamento off-site, mas também comprando um pouco de tranquilidade. Isso porque provedores de soluções em nuvem contam com funcionários treinados prontos para responder a emergências 24 horas por dia, garantindo que companhia e funcionários tenham acesso a arquivos e a aplicações de negócio.

Por padrão, a computação em nuvem oferece uma solução de backup instantânea fora do local em que está rodando. Em casos de desastres no escritório, a continuidade dos negócios será assegurada, graças ao fato de que as informações são replicadas para outro local.

3. TI sob demanda: ter uma solução de computação em nuvem, que pode crescer rapidamente para atender às demandas de funcionários e clientes, é uma obrigação. Conforme os negócios crescem, a solução baseada na nuvem pode ser rapidamente escalada para atender às crescentes necessidades. Essa movimentação pode ser especialmente importante para empresas que dependem de vendas na web como representatividade significativa da receita. A falta de capacidade do servidor pode rapidamente resultar em vendas perdidas.

4. Mobilidade: com os dados da empresa na nuvem, a companhia e os funcionários podem ter acesso a importantes informações em qualquer lugar e a qualquer hora, basta ter acesso à internet. Esse cenário reflete no aumento da produtividade. Os funcionários podem trabalhar a partir de suas mesas ou carros. É possível acessar, trabalhar e atualizar dados de missão crítica, como uma apresentação do PowerPoint, a partir do escritório, antes de o pessoal de vendas usá-la do outro lado do país.

5. Concorrência acirrada:
 ao contratar o modelo de computação em nuvem, a empresa não mais terá de investir em infraestrutura e em especial em atualizações e manutenções. Poderá contar com tecnologias emergentes, pois os provedores de nuvem, para reter seus clientes, cuidarão disso.

Mais cuidados 

Veja abaixo alguns cuidados essenciais a serem tomados antes de adotar cloud computing.

Informe-se: antes de partir rumo à nuvem, colha o máximo possível de informações. Conheça os princípios e as definições do que vem a ser computação em nuvem. “Por vezes, o estudo pode levar até seis meses”, sugere Johan Gossens, chefe de TI da representação do Tratado do Atlântico Norte, nos EUA, localizado no estado da Virgínia.

Conheça os aplicativos: de seu escritório em Nova York, o CTO da seguradora de saúde EmblemHealth, Pedro Villalba, avisa sobre a necessidade que as organizações têm de conhecer profundamente o inventário de aplicativos. “Antes de migrarmos para computação em nuvem, identificamos todos os processos essenciais ao negócio e determinamos quais deles precisam de ambientes separados para funcionar adequadamente. Alguns deles, assim descobrimos, não eram compatíveis e não foram integrados à nuvem.”

Saiba o que é e onde encontrar: para o CTO da Deloitte, Mark White, a nuvem tem uma definição: “Não é mágica e não é uma bala de prata para resolver todos os problemas da empresa”. “Trata-se de uma implementação que visa dar ao CIO a oportunidade de descobrir onde deve ser aplicada”, define. A boa notícia é que as nuvens públicas oferecem uma boa saída para quem quer e precisa de tais ensaios. Com base nessas plataformas, podem ser descobertas informações sobre desempenho e outras características sobre o serviço.

Minimize expectativas: ao implementar nuvem privada, uma sugestão é tentar configurá-la de modo simples, semelhante à da Amazon. “Experimente dar aos usuários o poder de posicionar um aplicativo na nuvem em apenas 15 minutos, mas saiba que os resultados podem ser variados”, diz o vice-presidente e analista-chefe da Forrester, James Staten. É crucial que a TI informe detalhadamente as especificações para cada tipo de aplicação.

Uma vez com essa documentação em mãos, as empresas podem dar início ao posicionamento de aplicativos na nuvem pelos próprios colaboradores. Basta que cada solicitação seja examinada para verificar se as características de cada solução sejam garantidas, quando funcionando a partir de uma nuvem.

Use produtos básicos: compre uma solução pronta de nuvem. A estratégia encontra fundamento por causa de toda a conversa que gira em torno da nuvem e a urgência com que é tratada. “As soluções prontas vêm em dois formatos diferentes”, explica Staten. Pode ser adquirido primeiro um software para a nuvem e em seguida, providenciadas as bases do hardware sobre as quais a solução funcionará.

“Normalmente, recomendamos que as TIs comecem com estruturas pequenas, dessa maneira podem aprender de forma gradativa e razoavelmente barata”, sugere o analista-chefe da Forrester.

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Fonte: Originalmente publicado em  PC WORLD/USA em 21 de setembro de 2012